
O Google admitiu que alguns apps de Android não rodam bem nos Googlebooks com processador Intel. A empresa diz que a grande maioria funciona sem problemas, mas reconhece que “um pequeno punhado” de apps ou jogos complexos precisa de ajustes dos desenvolvedores.
A declaração veio logo depois do começo das pré-vendas dos novos notebooks, que, segundo a Engadget, foram abertas em 21 de setembro de 2026.
Qual é o problema
O motivo é técnico, mas dá para entender. Os apps de Android foram criados para processadores com arquitetura ARM, a mesma dos celulares. Os Googlebooks com chip Intel usam outra arquitetura, a x86. Para fazer os apps funcionarem, o sistema usa uma camada de tradução que converte o código ARM para x86 em tempo real.
Essa conversão custa. Segundo a XDA Developers, os modelos Intel ficam com desempenho e duração de bateria inferiores aos dos modelos ARM ao rodar esses apps.
Quais modelos usam cada chip
De acordo com a Engadget, os Googlebooks com Intel são três, da Acer, da ASUS e da Lenovo. Há também dois com chip Snapdragon X Elite, da Qualcomm, um da Dell e outro da HP. Nos modelos Qualcomm, a arquitetura ARM é a mesma dos apps, e a camada de tradução não entra em cena.
O que o Google promete
O Google não disse quais aplicativos têm problemas, nem descreveu o tipo de falha. A empresa afirma que trabalha com desenvolvedores, com a Intel e com a Qualcomm para otimizar o desempenho e ampliar a compatibilidade continuamente. Não há prazo para uma correção.
Enquanto isso, a Play Store traz uma seleção de apps otimizados para Googlebooks. Aplicativos não otimizados continuam disponíveis para download, e é neles que o problema pode aparecer.
O que isso significa na prática
Para uso comum, como navegador, e-mail, streaming e apps leves, a expectativa do Google é de que tudo funcione bem. O risco está em quem pretende rodar jogos pesados ou apps profissionais complexos de Android no notebook.
A diferença de desempenho e bateria entre Intel e ARM é um ponto de atenção, mas a escolha depende do uso. Quem for comprar logo no lançamento pode esperar as primeiras análises independentes antes de decidir. As fontes não trazem preços nem informação sobre venda no Brasil.
Para ficar de olho
No mercado de notebooks, a Apple também mexe no hardware: segundo a Bloomberg, o MacBook Pro com tela OLED deve vir mais leve. O aviso veio do próprio Google antes de os notebooks chegarem às mãos dos compradores. Só depois das primeiras análises independentes vai dar para saber quais apps e jogos entram na lista dos que precisam de ajuste.
Já o Android ganha novos requisitos também no carro: veja o aviso sobre o fim do suporte do Android Auto ao Android 9 e 10.


