Inteligência Artificial

ChatGPT: anúncios chegam ao gerador de imagens em outubro

A OpenAI vai testar anúncios visuais enquanto o ChatGPT gera imagens, começando nos EUA. Veja quem vê a publicidade, quem fica de fora e o que ela promete.

Por Redação IntelliTechs2 min de leitura
Uma moldura metálica com tela brilhante em ciano ao lado de um pequeno painel separado

A OpenAI confirmou nesta segunda-feira (5) que o ChatGPT vai ganhar um novo espaço de publicidade: o gerador de imagens. O teste começa ainda em outubro, nos Estados Unidos, com um grupo inicial de anunciantes.

A ideia é mostrar anúncios visuais enquanto a imagem do usuário está sendo criada. Segundo a empresa, eles trarão imagens de produtos, inspirações de uso e experiências relacionadas ao que a pessoa está fazendo.

Como o anúncio vai aparecer

A OpenAI diz que a publicidade será identificada com clareza e ficará separada da imagem que está sendo gerada. A empresa também afirma que anúncios não influenciam as respostas do ChatGPT.

Um exemplo ajuda a entender a lógica. Num teste anterior, anúncios apareciam abaixo das respostas do chatbot, como uma entrega de supermercado exibida embaixo de uma sugestão de receita. Agora a mesma ideia chega ao universo das imagens: quem pede uma sala decorada pode ver, ao lado, móveis ou itens de decoração anunciados.

Esse último exemplo é uma ilustração nossa de como o formato pode funcionar. A OpenAI descreve o objetivo como ajudar as pessoas a imaginar como produtos e serviços poderiam entrar na vida delas.

Quem vê e quem não vê

Segundo o Canaltech, os usuários dos planos gratuito e Go já veem anúncios no ChatGPT desde agosto. Assinantes dos planos Plus, Pro, Business, Enterprise e Edu ficam de fora.

A OpenAI também informou que os anúncios não aparecem em conversas sobre temas sensíveis, como saúde pessoal e bem-estar mental, de acordo com a cobertura da Engadget.

Privacidade: o que os anunciantes recebem

De acordo com o Canaltech, as empresas que anunciam recebem apenas dados agregados de desempenho. As conversas dos usuários não são compartilhadas com os anunciantes, e as respostas do ChatGPT funcionam de forma independente do sistema de publicidade.

O caminho até aqui

A publicidade no ChatGPT começou em fevereiro de 2026, nos Estados Unidos, com seções patrocinadas em texto. Depois chegou a Brasil, Reino Unido, México, Japão e Coreia do Sul. Em agosto, foram incluídos 31 países europeus, segundo o Canaltech.

Para a OpenAI, a conta fecha assim: o ChatGPT atinge 1,2 bilhão de pessoas por semana, e a publicidade ajuda a manter versões gratuitas ou mais baratas do serviço. A empresa diz ainda que os primeiros resultados mostram custo menor para conquistar clientes e mais clientes novos para as marcas.

Esse último ponto é uma afirmação da própria OpenAI sobre o desempenho para anunciantes, e não uma medida independente.

E no Brasil?

O Brasil já recebe anúncios em texto no ChatGPT, mas a OpenAI não anunciou quando o novo formato, ligado às imagens, chega por aqui. Por enquanto, o teste fica restrito aos Estados Unidos.

Também em outubro, o Google muda o jogo do outro lado: o Gemini gratuito fica só com o modelo Flash-Lite. Para entender o que há por trás dessas ferramentas, explicamos o que é um modelo de linguagem e por que ele às vezes inventa coisas.