
O ChatGPT ganhou os Chats Bloqueados, um recurso que esconde conversas sensíveis atrás de um PIN de quatro dígitos ou de biometria (Face ID ou Touch ID, nos aparelhos compatíveis). A OpenAI começou a liberar a novidade nesta terça-feira (20), segundo o TechCrunch, e ela está disponível nos planos Free, Go, Plus, Pro, Business, Enterprise e Edu. Como a liberação é gradual, pode demorar para aparecer na sua conta.
Como funcionam os Chats Bloqueados?
A ideia é simples: você tranca uma conversa, e ela sai do histórico normal. Os chats bloqueados vão para uma seção própria, chamada “Locked Chats”, separada da lista de conversas, dos chats fixados e dos resultados de busca. Quem pegar seu celular emprestado ou olhar sua tela não vê a conversa, a não ser que digite o PIN ou use a biometria.
O recurso é diferente do Chat Temporário, que o ChatGPT já tinha. O temporário não aparece no histórico, e você não consegue voltar a ele depois. Já o chat bloqueado continua guardado e pode ser reaberto quando você quiser. É a opção para quem quer manter uma conversa, mas não quer que ela fique à vista.
E a memória do ChatGPT?
Com a Memória ativada, a seção de Chats Bloqueados tem uma memória própria, compartilhada só entre os chats trancados. O que o ChatGPT aprende em uma conversa bloqueada pode atualizar essa memória, mas não a Memória comum. Na prática, um assunto delicado, como saúde ou finanças, não alimenta a memória das suas conversas do dia a dia.
O que o bloqueio não faz
Aqui está a parte que você precisa ler antes de confiar no recurso. De acordo com o TechCrunch, o bloqueio não é criptografia de ponta a ponta e não funciona como um cofre criptografado separado. Ele também não muda o tempo que a OpenAI retém as conversas, não apaga o que o ChatGPT já tinha memorizado antes de você bloquear e não altera a opção “Melhorar o modelo para todos”. Ou seja: o PIN protege contra quem está perto do seu aparelho, não contra a empresa nem contra quem tenha acesso à sua conta.
Há ainda conversas que não podem ser trancadas: chats temporários, arquivados, em grupo, abertos por link compartilhado, com tarefas agendadas ou com gravações de reuniões. O recurso também não está disponível no ChatGPT para Saúde.
Cuidado com o PIN
Esquecer o PIN custa caro. A OpenAI avisa que redefinir o PIN apaga de forma permanente todos os chats bloqueados, arquivos e outros conteúdos protegidos pelo PIN anterior. Como a perda é permanente, vale anotar o código em um gerenciador de senhas. Quem preferir pode usar a biometria no dia a dia e guardar o PIN como reserva.
Vale usar?
Para a maioria das pessoas, sim, nos casos em que o celular ou o computador é compartilhado: um filho que pega o aparelho, um parceiro que usa o tablet da casa, um colega que olha a tela no escritório. É uma camada de privacidade útil e fácil de entender.
Mas não trate o recurso como um lugar seguro para dados que você não colocaria no ChatGPT de qualquer jeito. Senhas, números de cartão e documentos pessoais continuam sendo má ideia em qualquer chat, trancado ou não. O que o bloqueio resolve é a bisbilhotice física, não o risco de enviar dados sensíveis a um serviço online.
Quem quer acompanhar as outras mudanças do ChatGPT pode ler sobre a chegada de anúncios ao gerador de imagens e sobre a extensão do ChatGPT para o Chrome que lê abas.


