Smartphones

Gemini no Android Auto: Inteligência Pessoal chega ao carro

O Google começou a liberar a Inteligência Pessoal do Gemini no Android Auto. Ela usa Gmail, Agenda, Fotos e Maps para responder pedidos vagos.

Por Redação IntelliTechs4 min de leitura
Volante de carro com ondas sonoras ciano subindo de um painel de tela apagada

O Google começou a liberar nesta terça-feira (20) a Inteligência Pessoal do Gemini no Android Auto. Com ela, o assistente do carro usa dados do seu Gmail, da Agenda, do Google Fotos e do Maps para responder pedidos vagos, como “leva a gente ao compromisso do médico”. Segundo o Engadget, a liberação é global, com exceção de Suíça, Espaço Econômico Europeu, Reino Unido e Nigéria. Carros com Google integrado recebem a novidade nos próximos meses.

O que a Inteligência Pessoal faz no carro?

Até aqui, o Gemini no Android Auto respondia a comandos mais diretos: navegar até um endereço, tocar uma música, ligar para um contato. A mudança é que ele agora consegue cruzar informações das suas contas Google para entender o que você quis dizer. De acordo com o 9to5Google, a lista de fontes inclui o Google Workspace (com Gmail e Agenda), Fotos, Maps, Pesquisa e YouTube.

Na prática, o Google cita exemplos como:

  • perguntar o portão de embarque e se o voo está no horário, tudo no mesmo pedido;
  • ir ao consultório sem digitar o endereço, porque o Gemini acha a consulta no seu e-mail ou na agenda;
  • achar um lava-rápido a partir de uma foto tirada na semana anterior;
  • seguir para a cafeteria de que você falou no dia anterior;
  • sugerir um restaurante coberto no caminho, de acordo com as suas preferências, como a opção vegetariana.

Há uma condição para o caso do voo: o Engadget lembra que as perguntas sobre portão e status exigem uma conta do Gmail vinculada.

Como ligar e como desligar

A Inteligência Pessoal é opcional. Quem já ativou o recurso no app do Gemini no celular fica com ele funcionando no Android Auto automaticamente, sem passo extra. Se você nunca ligou, o carro continua sem ele.

O controle fica com você: segundo o Engadget, dá para desligar a qualquer momento e escolher a quais apps o Gemini tem acesso. Sem o recurso, navegação, música, chamadas e perguntas continuam funcionando, só que sem respostas personalizadas.

No caso dos carros com Google integrado (o sistema Android Automotive, que roda direto no painel), o 9to5Google informa que as respostas personalizadas só aparecem quando o celular está conectado ao carro.

Por que isso importa para quem dirige?

O ganho mais claro é de segurança e de atenção. Digitar um endereço, abrir o e-mail para achar o número do voo ou procurar uma foto não combina com o volante. Falar uma frase solta e deixar o assistente completar o resto reduz esse tipo de distração, desde que a resposta venha certa.

Esse “desde que” merece cuidado. O Gemini pode errar o compromisso que escolheu ou pegar o e-mail errado, e quem dirige tem pouco espaço para conferir. Se ele indicar um destino que não faz sentido, vale parar em local seguro e conferir na tela antes de seguir.

Vale ligar? O que pesar antes

A Inteligência Pessoal chegou ao Gemini no celular no começo do ano para assinantes do Google AI Pro e Ultra, e em março foi liberada para contas gratuitas, segundo o Engadget. O que muda agora é o lugar onde ela atua: o carro, onde várias pessoas compartilham o mesmo aparelho e ouvem as respostas em voz alta.

Isso leva a uma pergunta de privacidade bem concreta. Se um passageiro está no carro, o Gemini pode ler em voz alta um horário de consulta ou um detalhe de um e-mail. Por isso, se você costuma dar carona ou usa o carro da família, pense em desligar o acesso a apps mais sensíveis, como o Gmail, e deixar só Maps e Agenda, por exemplo.

Minha leitura é que o recurso faz mais sentido para quem tem a rotina cheia de compromissos e viagens, e menos para quem só usa o Android Auto para música e mapa. Para esse perfil, o ganho é pequeno e o custo de privacidade pode não compensar.

Quando chega ao Brasil?

O Engadget não cita o Brasil, mas diz que a liberação é global, e a lista de exceções (Suíça, Espaço Econômico Europeu, Reino Unido e Nigéria) não o inclui. Como de costume com o Google, a chegada é gradual: pode levar alguns dias para o recurso aparecer na sua conta. O 9to5Google e o Engadget não detalham idiomas, então a disponibilidade em português do Brasil ainda precisa ser conferida no próprio app.

Se o seu carro ainda roda Android 9 ou 10 no celular, olhe antes o que explicamos sobre o fim do suporte ao Android Auto nessas versões. E, para entender o assistente por trás de tudo, temos o guia de como usar o Gemini no celular.

Ver este artigo em Web Story