
O iPhone Duo tem bateria de 4.883 mAh, dividida em duas células, e autonomia de 51 horas e 30 minutos por carga, segundo a etiqueta energética que a Apple publicou na União Europeia. A bateria é classificada para 1.000 ciclos de carga. Vale para quem está pensando em comprar o primeiro iPhone dobrável, que chega às lojas em 23 de outubro.
O que a etiqueta da Apple revelou?
A Apple divulgou o documento na sexta-feira (16), junto com a abertura da pré-venda. Até então, o número de mAh (miliampère-hora, a unidade que mede a carga que a bateria armazena) do dobrável só existia em vazamentos. Em julho, um vazamento apontou duas células, uma de 2.962 mAh e outra de 1.921 mAh. A soma dá exatamente 4.883 mAh, e a etiqueta oficial confirma o total, segundo o MacRumors.
Como o iPhone Duo só aceita eSIM, em qualquer país, não existe uma versão com bandeja de chip para tirar espaço da bateria. Por isso, os sites que acompanharam o caso esperam a mesma capacidade em todos os mercados, inclusive no Brasil e no México.
A etiqueta traz mais dois dados. O primeiro é a autonomia nominal de 51 horas e 30 minutos por ciclo de carga. O segundo é a durabilidade: a bateria deve manter pelo menos 80% da capacidade original depois de 1.000 ciclos de carga, nas configurações padrão. Um ciclo equivale a uma carga completa, mesmo que feita aos poucos, em várias recargas.
Como a bateria se compara com a de outros celulares?
Segundo o MacRumors, que cita a desmontagem do iFixit, o iPhone 18 Pro tem 4.288 mAh e o iPhone 18 Pro Max, 5.567 mAh. O Duo fica no meio do caminho: tem cerca de 600 mAh a mais que o Pro e cerca de 700 mAh a menos que o Pro Max.
Entre os dobráveis, o Canaltech faz a comparação mais direta, com o Galaxy Z Fold 8, da Samsung:
| iPhone Duo | Galaxy Z Fold 8 | |
|---|---|---|
| Capacidade | 4.883 mAh | 4.660 mAh |
| Autonomia por carga | 51h30 | 49h10 |
| Ciclos classificados | 1.000 | 1.200 |
O Duo ganha em capacidade e em autonomia por carga. O Fold 8 ganha na durabilidade da bateria. Fazendo a conta, o Canaltech estimou cerca de 51.500 horas de uso somadas ao longo dos ciclos do iPhone e mais de 58.800 horas no Galaxy. É um cálculo do próprio site, não um dado oficial, mas ajuda a ver a ordem de grandeza.
Há também dobráveis chineses com bateria maior, como o Xiaomi 18 Fold, de 6.000 mAh, e o Huawei Pura X Max, de 5.300 mAh. Capacidade, porém, não diz tudo: o consumo depende do chip, das telas e do software, e é justamente aí que a etiqueta de horas por ciclo é mais útil que o número de mAh sozinho.
Isso muda a decisão de compra?
Na prática, 51 horas por ciclo significam que o celular deve passar de um dia e meio de uso moderado sem tomada, o que é bom para um aparelho com tela interna de 7,6 polegadas e tela externa de 5,4 polegadas. O número de laboratório costuma ficar acima do uso real, então a conta de bolso é mais conservadora, mas a comparação entre aparelhos medidos pelo mesmo método continua válida.
Sobre os 1.000 ciclos: quem carrega o celular uma vez por dia chega a esse número em cerca de dois anos e nove meses, e a bateria ainda estaria com 80% da capacidade nessa data. Os 1.200 ciclos do Fold 8 estendem esse prazo em mais ou menos seis meses. Se você costuma trocar de celular antes disso, a diferença não aparece. Se pretende usar o aparelho por cinco anos, a troca de bateria entra na conta, e vale conferir o custo do serviço na assistência autorizada antes de comprar.
Preço e quando chega
A pré-venda abriu em 16 de outubro e as entregas começam em 23 de outubro. No Brasil, o preço vai de R$ 21.999 a R$ 30.999, como detalhamos na cobertura da pré-venda do iPhone Duo. Com o preço nessa faixa, a autonomia é só um dos itens da decisão. Se a bateria é sua prioridade, vale comparar com o que a Apple já oferece nos modelos Pro, como mostramos no guia para fazer a bateria do celular durar mais, e esperar as primeiras medições independentes, já que a etiqueta mede em condições de teste.


