Carros Elétricos e Mobilidade

Spotify ganha app nativo no carro e estreia nos Audi elétricos

O Spotify lançou seu primeiro app de carro totalmente nativo, que chega primeiro aos Audi A6 e Q6 e-tron. Veja os recursos, o login por QR code e os mercados.

Por Redação IntelliTechs3 min de leitura
Painel de carro elétrico em aço escovado com linhas de circuito ciano e alto-falante metálico sobre fundo grafite

O Spotify lançou seu primeiro aplicativo totalmente nativo para carros, e os Audi são os primeiros a recebê-lo. Segundo a InsideEVs, ele chega aos elétricos A6 e-tron e Q6 e-tron e aos modelos a combustão A5, Q5 e A6 do ano 2026 em diante, nos EUA, em um lançamento em 47 mercados.

O que muda em relação ao app antigo?

O app anterior, feito para o Android Automotive (o sistema operacional que roda direto no painel de alguns carros, sem depender do celular), seguia as regras visuais do Google. O novo é do tipo “headful”, como descreve a InsideEVs: a própria Spotify controla toda a interface. Na prática, a empresa pode desenhar telas, botões e recursos do seu jeito, em vez de se encaixar num modelo padrão.

É uma diferença importante para quem se pergunta por que isso é novidade, já que o Spotify existe em carros há anos. A maior parte do que se vê hoje vem de duas fontes: o app que segue o padrão do sistema do carro, ou a projeção do celular pelo Android Auto e pelo Apple CarPlay. O app nativo muda o controle de quem desenha a experiência.

Quais recursos o app traz?

  • Letras de músicas em carros com tela para o passageiro.
  • Sessão de escuta compartilhada: o passageiro escaneia um QR code para entrar na sessão e adicionar músicas à fila.
  • Vídeos e letras na tela central, mas esses recursos ficam restritos com o carro em movimento, e só o áudio continua.
  • Comando de voz integrado: nos Audi, o “Hey Audi” controla a reprodução sem as mãos.

A trava de vídeo em movimento é uma escolha de segurança que faz sentido: a tela mostra conteúdo extra com o carro parado, e o motorista só ouve quando está rodando.

Como instalar e fazer login?

A instalação ou atualização é feita pela Audi Application Store, a loja de apps do sistema de infoentretenimento. O login exige um smartphone: você escaneia um QR code na tela do carro. Depois disso, a experiência no carro não depende mais do celular, o que é uma vantagem prática, porque você não precisa deixar o aparelho conectado para ouvir suas listas.

O mesmo tipo de QR code aparece em outro recurso do Spotify, a verificação do plano Família, que explicamos em detalhes aqui. Aqui, porém, ele serve só para entrar na conta.

E o CarPlay e o Android Auto?

Seguem firmes. A InsideEVs afirma que a Spotify continua investindo nesses sistemas de projeção do celular, segundo a empresa. Para quem ainda depende do espelhamento, vale acompanhar também o aviso sobre o fim do suporte do Android Auto ao Android 9 e 10, que pode afetar aparelhos mais antigos.

Outros carros vão receber?

A Audi é a primeira montadora a receber o app, e a InsideEVs diz que outros fabricantes devem aderir no futuro, mas não cita nomes. O texto também não informa se é preciso ter o Spotify Premium para usar o app, então vale conferir com a empresa antes de contar com algum recurso específico.

Chega ao Brasil?

A InsideEVs fala em 47 mercados, abrangendo Europa, América do Norte e do Sul, Ásia, África e Austrália, mas não lista os países. Portanto não dá para afirmar que o Brasil está incluído, nem em quais modelos Audi vendidos aqui o app estará disponível. Se você tem um Audi compatível, o caminho é abrir a Audi Application Store no carro e procurar a atualização.

O que isso diz sobre os carros conectados?

O movimento mostra uma disputa de bastidores: as empresas de software querem controlar a experiência dentro do carro, e as montadoras controlam a tela. Um app nativo dá à Spotify liberdade para criar recursos como a escuta compartilhada, que dependem de integração com o assistente de voz e com as telas do veículo. Para o motorista, o ganho esperado é uma experiência mais coesa e menos dependente do celular. O risco é cada montadora acabar com versões diferentes do mesmo app, então vale ver como as próximas marcas vão adotar o modelo antes de concluir que ele mudou o jogo.

Ver este artigo em Web Story