Carros Elétricos e Mobilidade

BYD Dolphin G: híbrido flex chega ao Brasil em 2027

O BYD Dolphin G, híbrido plug-in compacto, vem ao Brasil em 2027 com motor flex. Veja autonomia, bateria, preço estimado e o que ainda não foi confirmado.

Por Redação IntelliTechs4 min de leitura
Carregador metálico escovado com cabo em anel luminoso sobre fundo grafite

O BYD Dolphin G, versão híbrida plug-in do hatch compacto Dolphin, deve chegar ao Brasil em 2027 com motor flex, que roda com gasolina ou etanol. Na Europa, onde já é vendido, ele declara até 1.040 km de autonomia somada entre combustível e bateria, mas o preço brasileiro ainda não foi anunciado e a versão nacional não teve ficha técnica divulgada.

O que é o Dolphin G?

O Dolphin tradicional é 100% elétrico. O Dolphin G é outro carro com o mesmo nome: um híbrido plug-in, ou seja, tem bateria que pode ser carregada na tomada e também um motor a combustão. Segundo o Canaltech, ele foi apresentado na China em maio e ganhou um visual mais agressivo, com a frente mais longa para acomodar o motor 1.5 a gasolina. Segundo a Webmotors, a estreia fora da China foi na Espanha, em junho, e ele é descrito como o primeiro modelo da BYD desenvolvido fora do país asiático.

O sistema se chama DM-i (Dual Mode Intelligence). Na prática, o motor elétrico move o carro na maior parte do tempo, e o motor a combustão entra principalmente para gerar energia e estender a autonomia, e em algumas condições também ajuda a tracionar. É uma lógica diferente do híbrido leve que muita gente conhece, e parecida com a que explicamos no guia de como funciona um carro híbrido.

Quanto ele anda?

Os números abaixo são da versão europeia, medidos pelo ciclo WLTP, que costuma ser mais otimista do que o do Inmetro usado no Brasil:

Versão Bateria Potência Só elétrico Autonomia total
Active 7,42 kWh 176 hp 40 km 1.020 km
Boost, Comfort e Sport 18,3 kWh 212 hp 105 km até 1.040 km

A bateria maior permite recarga rápida em corrente contínua de até 39 kW, o suficiente para ir de 10% a 80% em cerca de 26 minutos. Em tomada comum de corrente alternada, o limite é de 6,6 kW nas versões maiores e 3,3 kW na Active. Pelo que foi divulgado, a Active não tem recarga rápida. A Showmetech informa 0 a 100 km/h em 8,3 segundos e velocidade máxima de 180 km/h.

Um alerta importante: o número de 1.000 km soma combustível e eletricidade com tanque cheio e bateria carregada. A autonomia real depende de rota, velocidade, temperatura e hábito de recarga. E, como a versão brasileira usará etanol, que rende menos por litro do que a gasolina, os valores europeus não se aplicam diretamente.

O que já se sabe sobre a versão brasileira

A chegada em 2027 é tratada como confirmada pela imprensa especializada. O Canaltech e a Webmotors citam a possibilidade de produção no complexo de Camaçari, na Bahia, mas sem data definida para a nacionalização. A versão nacional deve usar o motor 1.5 aspirado adaptado ao etanol. Versões, equipamentos e dados homologados não foram divulgados. A lista de itens vista na Europa, como câmera 360 graus, teto panorâmico e ajudas à direção, não está garantida para cá.

Dimensões do modelo europeu: 4,16 m de comprimento, 2,61 m de entre-eixos e porta-malas de 425 litros, que chega a 1.225 litros com o banco traseiro rebatido. É um carro compacto, mais próximo de um hatch do que de um SUV.

Quanto vai custar?

Não há preço oficial. A Showmetech lembra que o Atto 2 DM-i começa em R$ 149.990, segundo o UOL, e que o Dolphin G deve ficar abaixo dele. O Canaltech estima algo entre R$ 130 mil e R$ 150 mil, e a Quatro Rodas, citada pela Showmetech, fala em cerca de R$ 130 mil. São projeções da imprensa, não da BYD. Na Espanha, o preço vai de 25.200 a 30.700 euros, o que dá algo entre R$ 150 mil e R$ 183 mil na conversão direta, segundo a Webmotors. Como impostos e custos de produção mudam muito de um país para o outro, esse valor não indica o preço aqui.

Vale esperar por ele?

Depende do seu uso. Quem faz trajetos curtos e consegue carregar em casa vai rodar quase só na bateria, gastando pouco. Quem viaja muito ganha tranquilidade, porque não depende de ponto de recarga na estrada. Se você está comparando com um elétrico puro, vale ler antes o texto carro elétrico vale a pena?. O Dolphin G só faz sentido se o preço ficar mesmo abaixo de R$ 150 mil, e isso só dá para saber no lançamento. Até lá, o mais prudente é acompanhar o anúncio da BYD e comparar o custo por quilômetro com o de um carro a combustão equivalente.

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