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Kindle+: Kindle Unlimited muda de nome e ganha audiolivros

A Amazon rebatizou o Kindle Unlimited como Kindle+ e incluiu milhares de audiolivros sem custo extra. No Brasil, o plano custa R$ 24,90 por mês.

Por Redação IntelliTechs3 min de leitura
Lector de e-books com tela em branco brilhante entre fones de ouvido cromados

O Kindle Unlimited acabou, pelo menos no nome. A Amazon anunciou na quinta-feira (22) que o serviço de assinatura de livros agora se chama Kindle+ e passa a incluir milhares de audiolivros sem custo adicional. No Brasil, o plano custa R$ 24,90 por mês, segundo o Canaltech.

O que mudou no serviço?

A principal novidade é o áudio. O catálogo continua com e-books, quadrinhos, mangás e revistas, e agora soma milhares de audiolivros dentro da mesma mensalidade. Antes, quem queria ouvir livros precisava de outra assinatura ou de compras avulsas.

Parte dos e-books tem uma versão em áudio correspondente. Nesses casos, dá para alternar entre ler e ouvir o mesmo título, e um ícone de fone de ouvido aparece ao lado do logotipo do Kindle+ para indicar quais livros têm essa opção.

As regras de uso seguem as do Unlimited. Os títulos baixam sem fila de espera e não têm prazo de devolução. O limite é de 20 livros emprestados ao mesmo tempo, e você pode trocá-los quando quiser enquanto o plano estiver ativo.

O que acontece com quem já assina?

Nada que exija ação. A Amazon avisou os assinantes por e-mail e informou que histórico de leitura, marcadores, anotações e títulos salvos são transferidos automaticamente para o Kindle+.

O acesso continua pelo leitor Kindle, pelo app gratuito (celular, tablet, PC e Mac) ou pela web.

E os audiolivros narrados por IA?

Aqui é preciso separar as coisas. A Amazon está testando uma ferramenta de inteligência artificial que gera audiolivros narrados por uma “voz virtual”, para ampliar a oferta de títulos em áudio. Segundo o Canaltech, a Amazon não diz que esses títulos fazem parte da assinatura, e não há data para a ferramenta chegar ao público.

Para autores independentes, a mudança aparece no Kindle Direct Publishing (KDP), a plataforma de publicação da Amazon: eles podem incluir audiolivros no serviço e enviar versões produzidas de forma tradicional.

O Kindle+ vem com o Prime?

Não. O Kindle+ não faz parte do Amazon Prime e precisa ser contratado à parte. Os membros Prime têm benefícios próprios de leitura, como o Amazon First Reads e uma seleção de títulos, que continuam separados.

Quanto custa fora do Brasil?

Nos Estados Unidos, o Kindle+ custa US$ 12 por mês, segundo o Engadget.

Vale a pena para você?

Depende do tanto que você lê e ouve. A conta é simples: se você costuma consumir mais de um ou dois livros por mês, os R$ 24,90 tendem a compensar frente a comprar títulos avulsos, e o áudio incluído pesa a favor de quem lê no trânsito ou durante tarefas. Para quem lê pouco, uma biblioteca pública digital ou compras pontuais podem sair mais em conta.

Antes de assinar, vale conferir dois pontos que a mudança de nome não resolve. O primeiro é o catálogo: nem todo best-seller entra em serviços de assinatura, e o título que você quer pode estar de fora. O segundo é a oferta de áudio: ela é nova, e a Amazon ainda não detalhou quantos audiolivros em português entram na mensalidade.

Se a ideia é enxugar as assinaturas do mês, vale olhar também como outros serviços tratam o plano de família, como explicamos no guia do Spotify Família. E para quem lê em tela maior, a Amazon também mexeu nos aparelhos, como mostramos em tablets Alexa com Android e Play Store.

O movimento também diz algo sobre o mercado. A Amazon já vende audiolivros pela Audible, e colocar áudio dentro da assinatura de leitura aproxima os dois hábitos, o de ler e o de ouvir, num só pagamento. Resta ver como a empresa vai equilibrar o Kindle+ com a Audible.

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