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Starlink Mobile: SpaceX compra espectro e quer ser operadora

A SpaceX fechou a compra de frequências de 800 MHz nos EUA e ganhou aval para 15 mil satélites. O plano é competir com AT&T, T-Mobile e Verizon no celular.

Por Redação IntelliTechs2 min de leitura
Antena de metal escovado com ondas ciano se abrindo para os lados

A SpaceX anunciou que quer transformar o Starlink Mobile em uma operadora de celular de peso nos Estados Unidos. Para isso, fechou a compra de uma faixa de frequências de baixa banda e recebeu da FCC, o órgão regulador americano, a aprovação para uma nova geração de satélites.

O que a SpaceX comprou

O acordo é com a Grain Management e cobre frequências na faixa de 800 MHz em todo o território americano, até 14 MHz em pares de canais. A compra ainda depende da aprovação final da FCC, e o valor não foi divulgado. Segundo o GSMArena, esse espectro pertencia à T-Mobile, que o vendeu à Grain em agosto em troca de licenças de 600 MHz e US$ 2,9 bilhões em dinheiro. Antes disso, a SpaceX já havia comprado licenças da EchoStar no ano passado.

Frequências baixas, como a de 800 MHz, atravessam paredes e obstáculos com mais facilidade. É isso que permite levar sinal para dentro de casa, algo que satélites tradicionais têm dificuldade de fazer. Segundo as reportagens, a maioria dos celulares atuais já é compatível com essa faixa, então a SpaceX poderia atender clientes sem exigir um modelo específico.

Os satélites de segunda geração

A FCC aprovou a implantação de 15 mil satélites Starlink Mobile de segunda geração, otimizados para a faixa de 2 GHz. A SpaceX afirma que eles entregam mais de 100 vezes a banda da geração atual. Pelo plano descrito, os satélites cuidam da cobertura ao ar livre, e uma rede terrestre, com pequenas estações chamadas femtocélulas, reforça o sinal em ambientes fechados e entrega 5G.

A empresa diz que o Starlink Mobile poderá ser a primeira operadora a combinar espectro de satélite e espectro terrestre. Elon Musk descreve a compra de 800 MHz como a última peça necessária para a cobertura nacional de celular.

Quem pode sentir a concorrência

Se o plano avançar, o Starlink Mobile passa a competir diretamente com AT&T, T-Mobile e Verizon. Segundo o GSMArena, a proposta seria oferecer melhor cobertura ao ar livre, principalmente em áreas rurais e pouco atendidas, onde as operadoras tradicionais têm menos antenas.

O que ainda não se sabe

As fontes não trazem preços, planos, número de clientes nem data de lançamento, e nada indica quando ou se o serviço chegará ao Brasil. Também falta a aprovação final da FCC para a compra do espectro. Até lá, trate o anúncio como um plano de negócio, não como um serviço disponível.

Enquanto isso, quem quer mais flexibilidade com o chip já pode olhar o eSIM, que permite trocar de operadora sem chip físico. E, se o seu problema hoje é sinal ruim e ligações indesejadas, vale ver como bloquear chamadas de spam no celular.