Carros Elétricos e Mobilidade

Quanto custa carregar um carro elétrico em casa no Brasil

Fizemos a conta com o consumo de um elétrico compacto e a tarifa média de energia. Veja quanto sai rodar mil quilômetros e o que entra no cálculo.

Por Redação IntelliTechs2 min de leitura
Carregador de parede para carro elétrico ao lado de uma pilha de moedas

Uma das primeiras perguntas de quem pensa em comprar um carro elétrico é simples: quanto vou gastar de luz? A resposta depende de três números, e todos eles estão ao seu alcance.

Os três números da conta

  1. Consumo do carro, medido em kWh a cada 100 km. Um elétrico compacto gasta, em média, entre 13 e 17 kWh para andar 100 km. SUVs maiores passam de 20. O valor oficial de cada modelo aparece na tabela do Inmetro.
  2. Tarifa de energia, em reais por kWh. Ela muda de estado para estado e com a bandeira tarifária do mês. Com impostos, a tarifa residencial costuma ficar entre R$ 0,80 e R$ 1,10 por kWh. O valor exato está na sua conta de luz.
  3. Perdas na recarga. Parte da energia se perde em calor entre a tomada e a bateria. Para a conta, vale somar cerca de 10%.

A conta na prática

Vamos usar um exemplo realista: um compacto que consome 15 kWh/100 km, rodando 1.000 km por mês, com tarifa de R$ 0,95 por kWh.

  • Energia para rodar 1.000 km: 15 × 10 = 150 kWh
  • Com 10% de perdas: 165 kWh
  • Custo: 165 × R$ 0,95 = cerca de R$ 157 por mês

Para comparar, um carro a gasolina que faz 12 km por litro precisaria de 83 litros para os mesmos 1.000 km. Considerando a gasolina a R$ 6 o litro, seriam cerca de R$ 500.

Cenário (1.000 km/mês) Custo aproximado
Elétrico, recarga em casa R$ 130 a R$ 180
Gasolina, 12 km/l a R$ 6 R$ 500

Os valores são estimativas. O seu resultado vai variar com o modelo, o jeito de dirigir, o uso do ar-condicionado e a tarifa local.

O que mais entra no custo

O carregador de parede (wallbox). Dá para carregar numa tomada comum, mas é lento: uma noite inteira recupera algo entre 80 e 120 km. Um wallbox de 7 kW recarrega a bateria inteira de um compacto durante a noite. Somando o aparelho e a instalação feita por um eletricista, o investimento costuma ficar na casa de alguns milhares de reais, e muitas montadoras incluem o carregador na compra.

A tarifa branca. Algumas distribuidoras oferecem uma tarifa mais barata em horários de menor consumo, normalmente à noite. Para quem carrega de madrugada, pode reduzir a conta. Vale pedir uma simulação à sua distribuidora antes de trocar, porque no horário de pico a energia fica mais cara.

Recarga fora de casa. Eletropostos rápidos em estradas e shoppings cobram bem mais caro do que a energia de casa, em alguns casos chegando perto do custo da gasolina. Eles são ótimos para viagens, mas o elétrico só compensa de verdade quando a maior parte da recarga acontece na garagem.