Quanto custa carregar um carro elétrico em casa no Brasil
Fizemos a conta com o consumo de um elétrico compacto e a tarifa média de energia. Veja quanto sai rodar mil quilômetros e o que entra no cálculo.

Uma das primeiras perguntas de quem pensa em comprar um carro elétrico é simples: quanto vou gastar de luz? A resposta depende de três números, e todos eles estão ao seu alcance.
Os três números da conta
- Consumo do carro, medido em kWh a cada 100 km. Um elétrico compacto gasta, em média, entre 13 e 17 kWh para andar 100 km. SUVs maiores passam de 20. O valor oficial de cada modelo aparece na tabela do Inmetro.
- Tarifa de energia, em reais por kWh. Ela muda de estado para estado e com a bandeira tarifária do mês. Com impostos, a tarifa residencial costuma ficar entre R$ 0,80 e R$ 1,10 por kWh. O valor exato está na sua conta de luz.
- Perdas na recarga. Parte da energia se perde em calor entre a tomada e a bateria. Para a conta, vale somar cerca de 10%.
A conta na prática
Vamos usar um exemplo realista: um compacto que consome 15 kWh/100 km, rodando 1.000 km por mês, com tarifa de R$ 0,95 por kWh.
- Energia para rodar 1.000 km: 15 × 10 = 150 kWh
- Com 10% de perdas: 165 kWh
- Custo: 165 × R$ 0,95 = cerca de R$ 157 por mês
Para comparar, um carro a gasolina que faz 12 km por litro precisaria de 83 litros para os mesmos 1.000 km. Considerando a gasolina a R$ 6 o litro, seriam cerca de R$ 500.
| Cenário (1.000 km/mês) | Custo aproximado |
|---|---|
| Elétrico, recarga em casa | R$ 130 a R$ 180 |
| Gasolina, 12 km/l a R$ 6 | R$ 500 |
Os valores são estimativas. O seu resultado vai variar com o modelo, o jeito de dirigir, o uso do ar-condicionado e a tarifa local.
O que mais entra no custo
O carregador de parede (wallbox). Dá para carregar numa tomada comum, mas é lento: uma noite inteira recupera algo entre 80 e 120 km. Um wallbox de 7 kW recarrega a bateria inteira de um compacto durante a noite. Somando o aparelho e a instalação feita por um eletricista, o investimento costuma ficar na casa de alguns milhares de reais, e muitas montadoras incluem o carregador na compra.
A tarifa branca. Algumas distribuidoras oferecem uma tarifa mais barata em horários de menor consumo, normalmente à noite. Para quem carrega de madrugada, pode reduzir a conta. Vale pedir uma simulação à sua distribuidora antes de trocar, porque no horário de pico a energia fica mais cara.
Recarga fora de casa. Eletropostos rápidos em estradas e shoppings cobram bem mais caro do que a energia de casa, em alguns casos chegando perto do custo da gasolina. Eles são ótimos para viagens, mas o elétrico só compensa de verdade quando a maior parte da recarga acontece na garagem.


